FESTA DA POLENTA
DESDE 1979, PRATICANDO SOLIDARIEDADE E FAZENDO O BEM. FAÇA VOCÊ TAMBÉM!
 

Pe. Cleto Caliman


 

Padre Cleto, nasceu 09 de outubro de 1914, no início da 1ªGuerra Mundial e faleceu no dia 06 de fevereiro de 2005, um domingo festivo de Carnaval. Sua vida foi dedicada ao sacerdócio, obras sociais e a Festa da polenta, mola impulsionadora de importância para Venda Nova do Imigrante.

Moderno e irreverente, padre Cleto abriu caminhos para empreendimentos na educação, comunicação, saúde e cultura em Venda Nova. Os Correios, o hospital, a Escola Fioravante Caliman (onde nasceu o colégio Salesiano) e o Coral Santa Cecília estão entre conquistas suas e da comunidade.

Amante do vinho e da gastronomia, Padre Cleto teve uma vida que ainda é festejada. Viveu como poucos e deixou um legado valioso. Ele foi e é um verdadeiro presente para Venda Nova.

Antes de partir para uma viagem à Russia, em 1999, padre Cleto concedeu uma entrevista ao Jornal da cidade, o “Folha da Terra” e contou como ele teve a ideia de fazer a Festa da Polenta. “Surgiu por acaso. Recebi o convite do padre Luiz Marchezi para participar da primeira Festa da Polenta em Sagrada Família, em Alfredo Chaves. Somente 50 pessoas participaram e me veio a ideia de fazer uma em Venda Nova, considerando as características do nosso povo. Em 1979 fizemos a primeira Festa e deu no que deu. Lá (em Alfredo Chaves) não aconteceu”, disse numa referência a falta de continuidade da festa naquele município.

Em outra ocasião, ele disse ao mesmo Jornal: “Deus me deu um estalo na cabeça e me veio a ideia: lá em Venda Nova vai dar certo. Aí não deu outra (...) A Festa não está só limitada aos comes e bebes, está caminhando para uma maior preservação da cultura italiana trazida pelos nossos avós que sofreram com o progresso. Essa é a nossa identidade e maior expressão da cultura ítalo-brasileira do Estado.”

Ainda na entrevista de 1999, Padre Cleto se lembrou que no início a festa era muito simples: “a polenta pura e simples, feita no tacho e espalhada na tábua. Era sempre servida em pratos de louça e talheres emprestados pelas donas de casa. O queijo e a linguiça ajudavam a compor o prato.”

Na ocasião, o religioso comentou considerar que a Festa estava no caminho certo: “além de valorizar a culinária como aspecto cultural, resgata e valoriza a música, a dança, as vestes e outras características do imigrante italiano. O cunho social e turístico também é muito importante.”

Para padre Cleto, o mais bonito era o trabalho voluntário. “Não conheço movimentação semelhante no país. A Festa da Polenta é uma promoção comunitária, que tem a origem no sentimento comunitário das pessoas e o objetivo também de atender os anseios comunitários da população. Por isso dá certo. Porque é um ciclo que não termina.”

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